Grupo de Estudos Forma, Arte e Tecnologia (GEFAT)

O formalismo é uma escola de pensamento cujo princípio básico é a ideia de que os objetos artísticos devem ser apreciados, avaliados ou compreendidos por meio do conceito de forma.

Há diferentes interpretações deste princípio, pelas quais os teóricos se empenham em testar a hipótese formalista à luz das transformações históricas da arte. Se tomamos a modernidade como ponto de partida, já contamos com mais de um século de debate filosófico sobre a forma. Do ensaio Arte, de Clive Bell, em 1914, aos estudos recentes de Nick Zangwill sobre a sustentação de um neoformalismo na filosofia analítica, o conceito de forma persiste nas reflexões sobre a criação, a interpretação e a crítica da arte.

O objetivo do Grupo de Estudos Forma, Arte e Tecnologia da Universidade Federal de Goiás é estudar a tradição formalista, desde os autores originais até os mais recentes, a fim de  sistematizar contribuições para essa linha de pensamento em trabalhos acadêmicos originais, produzidos desde os interesses e parcerias dos membros do grupo.

O escopo das leituras e discussões realizadas nos encontros do GEFAT se dá por meio de três eixos de maior interesse: (1) a filosofia analítica da arte; (2) a relação entre cognitivismo e formalismo e (3) a problematização da arte realizada com o emprego de tecnologia audiovisual, partindo do cinema e da TV em direção ao vídeo e às formas interativas de arte digital. 

O GEFAT foi criado em setembro de 2016, sob coordenação do Prof. Rodrigo Cássio Oliveira. Os encontros ocorrem periodicamente e são abertos a todos os interessados.

Conheça o projeto que deu origem ao grupo


Próximo encontro

No último encontro de 2017, o GEFAT vai discutir o artigo seminal de Jason Mittell sobre a complexidade narrativa na televisão norte-americana contemporânea, que é parte do livro Complex TV, de 2016, e foi publicado no Brasil pela revista Matrizes, da USP. Acesse aqui o artigo.

A participação é livre e não é obrigatória a leitura prévia dos textos.

 

Encontros anteriores

17/11/2017 Media Lab UFG
Camille Paglia e a História da Arte

Introdução e capítulos sobre Jackson Pollock, Andy Warhol, Walter de Maria e George Lucas do livro Imagens Cintilantes: uma viagem através da arte desde o Egito até Star Wars


20/10/2017 Media Lab UFG
Eisenstein e o Formalismo
A Forma do Filme
, de Sergei Eisenstein


18/08/2017 Media Lab UFG
A querela dos dispositivos, de Raymond Bellour
Mas afinal, o que sobrou do cinema?, de Fernão Ramos


28/03/2017 Centro Cultural UFG
Análise fílmica neoformalista como método de ruptura da armadura de cristal, de Kristin Thompson


10/03/2017 Media Lab/UFG
Conceitos estéticos, de Frank Sibley (Tradução de Vítor Guerreiro)


18/11/2016 Media Lab/UFG
Arte e Forma, de Noël Carroll


26/10/2016 Media Lab/UFG
Queixas de um crítico de arte e A necessidade do formalismo, de Clement Greenberg (textos publicados na coletânea Clement Greenberg e o Debate Crítico)
O juizo estético, Pode o gosto ser objetivo? e Convenção e Inovação, de Clement Greenberg (textos publicados em Estética Doméstica)


11/10/2016 Sala 40 (FIC/UFG)
What is art? (The Aesthetic Hypothesis), primeiro capítulo do livro Art, de Clive Bell
Arte e vida, Um ensaio de estética e A visão do artista (capítulos de Visão e Forma, de Roger Fry)
Teoria do cinema e filosofia, de Richard Allen e Murray Smith


29/09/2016 Media Lab/UFG
Primeira reunião do GEFAT


Memória

Encontro de 18 de agosto de 2017: Fabrício, Ana Júlia, Vitória Cordeiro, Victor Hugo, Lucas, Carla Gullo e Rodrigo Cássio

Dezembro de 2017: Leandro, Victor Hugo, Lucas, Natália Santos e Rodrigo Cássio.

Encontro de 26 de outubro de 2016: Rafael Freitas, Déborah Caroline, Rodrigo Cássio, Victor Hugo e Leandro Alves

Primeiro encontro do GEFAT em 29 de setembro de 2016: Rafael Freitas, Victor Vinícius, João Espíndola, Matheus Bolentine, Thaynara Souza, Victor Hugo e Rodrigo Cássio


Leituras recomendadas

BEARDSLEY, Monroe C. Aesthetics: problems in the philosophy of criticism. Indianapolis/Cabridge: Hackett Publishing Company, 1981.

BELL, Clive. What is art. In: ______. Art. (Cap. 1). <Disponível em: http://web.csulb.edu/~jvancamp/361r13.html> (1914).

BORDWELL, David; CARROL, Noël (Orgs.). Post-Theory: reconstructing film studies. Madison: University of Wisconsin Press, 1996.

BRADLEY, A. C. Poetry for Poetry’s Sake. In: VIVAS, Eliseo; KRIEGER, Murray (Orgs.). The Problems of Aesthetics. New York: Rinehart, 1953.

BURKE, Edmund. Uma Investigação Filosófica sobre a Origem de nossas Ideias do Sublime e do Belo. Tradução de Enid Abreu. Campinas: Editora da Unicamp. 2013. 

CARROLL, Noël. Danto’s New Definition of Art and the problem of Art Theories. In: British Journal of Aesthetics, v. 37, n. 4, 1997, 386-392. 

______. Philosophy of Art: a contemporary introduction. Londres/New York: Routledge, 1999.

DANTO, Arthur. Aprendendo a viver com o pluralismo. In: Revista-Valise, Porto Alegre, v. 1, n. 2, ano 1, dez. 2011, p. 147-61.

______. A Transfiguração do Lugar-Comum: uma filosofia da arte. Tradução de Vera Pereira. São Paulo: Cosac Naify, 2010.

______. The Philosophical Disenfranchisement of Art. New York: Columbia University Press, 1986.

ELDRIDGE, Richard. An Introduction to the Philosophy of Art. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.

______. Form and Content: an aesthetic theory of art. In: British Journal of Aesthetics, v. 25, n. 4, 1985.

FOCILLON, Henri. A vida das formas. Lisboa: Edições 70, 1988.

FRY, Roger. Visão e Forma. São Paulo: Cosac Naify, 2002.

GREENBERG, Clement. A necessidade do formalismo. In: FERREIRA, Glória; MELLO, Cecilia Cotrim de (Orgs.). Clement Greenberg e o debate crítico. Rio de Janeiro: Funarte Jorge Zahar, 1997, p. 125-130.

 ______. Queixas de um crítico de arte. In: FERREIRA, Glória; MELLO, Cecilia Cotrim de (Orgs.). Clement Greenberg e o debate crítico. Rio de Janeiro: Funarte Jorge Zahar, 1997, p. 117-124.

______. Estética Doméstica: observações sobre a arte e o gosto. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.

HUME, David. Of the Standard of Taste. In: ______. Essays moral, political, and literary. Indianapolis: Liberty Classics, 1987. 

ISENBERG, Arnold. Analytical Philosophy and the Study of Art. In: The Journal of Aesthetic and Art Criticism, v. 46, 1987, p. 125-136.

KANT, Immanuel. Crítica da Faculdade do Juízo. Tradução de Valério Rohden e António Marques. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012.

KENNICK, William E. Does Traditional Aesthetic rest on a Mistake? In: Mind, v. 67, n. 267, 1958, p. 317-334.

KRAMER, Hilton. The Triumph of Modernism: the Art World, 1985-2005. Chicago: Ivan R. Dee, 2006.

MACHADO, Arlindo. Pré-cinemas e pós-cinemas. Campinas, Papirus, 1997. 

MANOVICH, Lev. The Language of New Media. Cambridge: MIT Press, 2001.

MITTELL, Jason. Complex TV: the poetics of contemporary television storytelling. New York: NYUP, 2015.

RAMOS, Fernão Pessoa. Teoria Contemporânea do Cinema. v. 1 e 2. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2005.

SIBLEY, Frank. Approach to Aesthetics: Collected Papers on Philosophical Aesthetics. New York: Oxford University Press, 2001.

THOMPSON, Kristin. Breaking the Glass Armor: Neoformalist Film Analysis. New Jersey: Princeton University Press, 1988. 

URMSON, J. O.; POLE, David. What Makes a Situations Aesthetic? In: Proceedings of the Aristoteling Society (Supplementary Volumes), v. 31, 1957, p. 75-106.

WALTON, Kendall. Categories of Art. In: ______. Marvelous Images: on values and the arts. (Cap. 11) New York: Oxford University Press, p. 1995-221.

WÖLFFLIN, Heinrich. Conceitos fundamentais da história da arte: o problema da evolução dos estilos na arte mais recente. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

WÖLFFLIN, Heinrich. Renascença e Barroco: estudo sobre a essência do estilo barroco e a sua origem na Itália. Tradução de Mary Amazonas Leite de Barros e Antonio Steffen. São Paulo: Perspectiva, 2010.  

ZANGWILL, Nick. Feasible Aesthetic Formalism. In: Noûs, v. 33, n. 4, 1999, p. 610-629.

______. In Defense of Moderate Aesthetic Formalism. In: The Philosophical Quartely, v. 50, n. 201, 2000, p. 476-493.  

______. The Metaphysics of Beauty. Ithaca/London: Cornell University Press, 2001.